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Por dentro de um Congresso de Sociólogos, Antropólogos e Cientistas Políticos.

Pela segunda vez estava indo ao Encontro Anual da ANPOCS em Caxambu(MG), ANPOCS é Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais. Iria trabalhar com a mesma equipe, apenas um pouco mudada, com quem trabalhei no ano anterior em 2003.

Chegamos em Caxambu as 11:30 de domingo dia 24 de outubro, o evento seria em sua maior parte realizado no Hotel Glória, o maior da cidade, nele estariam hospedados a maior parte dos convidados e o pessoal da organização.

Nossa tarefa era deixar as máquinas da secretaria local com o nosso software de controle e credenciamento funcionando corretamente, para receber as inscrições de pessoas no local e gerenciar os pré-inscritos via internet.

Toda a equipe da organização dividia-se entre várias tarefas, não só pelo Hotel Glória mas também por outros hoteis da cidade onde ocorreriam atividades do congresso, de modo que trabalhamos uma média de 12 horas por dia. De qualquer forma durante a noite ocorriam confraternizações. No primeiro dia fizemos nossa própria festa, aproveitando que o hotel estava vazio, por ainda ser pré-evento. Com um notebook, duas caixas de som, dois estrobos, uma máquina de fumaça e um globo de luz colorida fechamos um dos corredores de acesso a três salas de conferências. Lá fizemos um início de festa, pois fomos convidados pela segurança do hotel a nos retirar logo após a primeira meia-hora, e nos mover para um salão que seria improvisado como uma pista de dança. Com o notebook carregado de MP3 de todos os tipos, a festinha foi um sucesso tocando músicas como:

- Gretchen
- Menudo
- Sidney Magal
- Trem da Alegria
- Wando
- Grease nos Tempos da Brilhantina
- e tranqueiras-disco dos anos 70.

Oito da manhã do dia seguinte todos de pé para o começo do congresso propriamente dito. Tensão, filas grandes, pedidos de última hora de convidados, problemas inesperados. Situações comuns para congressos deste tipo, número de participantes e convidados.

Tínhamos um ginásio com diversas editoras do Brasil vendendo apenas livros sobre Ciências Sociais (Antropologia, Sociologia e Ciência Política), uma piscina olímpica (50m X 25m) para escapar do calor de 25/30 graus celsius, quase duas dezenas de salas processando atividades simultâneas, cybercafé, um restaurante, uma sala para exposição de fotos com destaque para as fotos da Tribo Dogon africana e outra intitulada ‘Proibida para menores’.

Mesmo passando pela atribulação de estar trabalhando fui a uma exposição de trabalho dentro do Seminário Temático ‘Ciências Sociais em Outras Linguagens’, tratava-se da apresentação ‘A Dificuldade do Documentário’ realizada por João Moreira Salles, documentarista e também antropólogo.

A dificuldade a qual ele se referia não diz respeito a técnica mas a ética que o documentarista deve ter ao transmitir sua visão, portanto todo documentário é parcial e subjetivo, devendo ser sempre orientado pela ética; ou o documentarista corre o risco de ignorar fatos significativos e acreditar que o objeto documentado nada possui além daquilo que foi documentado. Isto gera conflitos e problemas que ferem a ética a qual cita o autor.

No penúltimo dia fiquei de fechar as estatísticas do encontro e produzir um relatório, que seria lido na assembleia final. Muitos cafés depois e discussões, acerca das informações que tínhamos, concluímos o relatório. As informações são dados relativos ao congresso em si, como o número de participantes, por estado, titulação, sexo, instituição, cidade, ocupação, etc

No geral o encontro teve uma média de 1300 participantes, com 65% das inscrições efetuadas pela internet e 35% no local. Sendo os(as) participantes divididos em 54% mulheres e 46% homens.

Por estado descobre-se que a massa geral de sociólogos, antropólogos e cientistas políticos do país são dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, com universidades como UFRJ, USP, UFMG e UnB predominando.


Chegamos em Caxambu as 11:30 de domingo dia 24 de outubro, o evento seria em sua maior parte realizado no Hotel Glória, o maior da cidade, nele estariam hospedados a maior parte dos convidados e o pessoal da organização.

Nossa tarefa era deixar as máquinas da secretaria local com o nosso software de controle e credenciamento funcionando corretamente, para receber as inscrições de pessoas no local e gerenciar os pré-inscritos via internet.

Toda a equipe da organização dividia-se entre várias tarefas, não só pelo Hotel Glória mas também por outros hoteis da cidade onde ocorreriam atividades do congresso, de modo que trabalhamos uma média de 12 horas por dia. De qualquer forma durante a noite ocorriam confraternizações. No primeiro dia fizemos nossa própria festa, aproveitando que o hotel estava vazio, por ainda ser pré-evento. Com um notebook, duas caixas de som, dois estrobos, uma máquina de fumaça e um globo de luz colorida fechamos um dos corredores de acesso a três salas de conferências. Lá fizemos um início de festa, pois fomos convidados pela segurança do hotel a nos retirar logo após a primeira meia-hora, e nos mover para um salão que seria improvisado como uma pista de dança. Com o notebook carregado de MP3 de todos os tipos, a festinha foi um sucesso tocando músicas como:

- Gretchen
- Menudo
- Sidney Magal
- Trem da Alegria
- Wando
- Grease nos Tempos da Brilhantina
- e tranqueiras-disco dos anos 70.

Oito da manhã do dia seguinte todos de pé para o começo do congresso propriamente dito. Tensão, filas grandes, pedidos de última hora de convidados, problemas inesperados. Situações comuns para congressos deste tipo, número de participantes e convidados.

Tínhamos um ginásio com diversas editoras do Brasil vendendo apenas livros sobre Ciências Sociais (Antropologia, Sociologia e Ciência Política), uma piscina olímpica (50m X 25m) para escapar do calor de 25/30 graus celsius, quase duas dezenas de salas processando atividades simultâneas, cybercafé, um restaurante, uma sala para exposição de fotos com destaque para as fotos da Tribo Dogon africana e outra intitulada ‘Proibida para menores’.

Mesmo passando pela atribulação de estar trabalhando fui a uma exposição de trabalho dentro do Seminário Temático ‘Ciências Sociais em Outras Linguagens’, tratava-se da apresentação ‘A Dificuldade do Documentário’ realizada por João Moreira Salles, documentarista e também antropólogo.

A dificuldade a qual ele se referia não diz respeito a técnica mas a ética que o documentarista deve ter ao transmitir sua visão, portanto todo documentário é parcial e subjetivo, devendo ser sempre orientado pela ética; ou o documentarista corre o risco de ignorar fatos significativos e acreditar que o objeto documentado nada possui além daquilo que foi documentado. Isto gera conflitos e problemas que ferem a ética a qual cita o autor.

No penúltimo dia fiquei de fechar as estatísticas do encontro e produzir um relatório, que seria lido na assembleia final. Muitos cafés depois e discussões, acerca das informações que tínhamos, concluímos o relatório. As informações são dados relativos ao congresso em si, como o número de participantes, por estado, titulação, sexo, instituição, cidade, ocupação, etc

No geral o encontro teve uma média de 1300 participantes, com 65% das inscrições efetuadas pela internet e 35% no local. Sendo os(as) participantes divididos em 54% mulheres e 46% homens.

Por estado descobre-se que a massa geral de sociólogos, antropólogos e cientistas políticos do país são dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, com universidades como UFRJ, USP, UFMG e UnB predominando.

postado em 18:32:40 as 05/09/05 por Admin - Área: Notícias
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